Siga por e-mail

Tecnologia do Blogger.

Sobre a verdadeira vontade da vida, e sua significação artística.



Eu. 

1. O Questionamento da Loteria
Ele diz: "Se eu ganhasse na loteria, e soubesse que não preciso mais me preocupar em como conseguir me manter financeiramente, o que faria da vida?". Em tese, a resposta a esse questionamento é a sua verdadeira vontade de vida. É uma forma de te deixar livre das amarras das questões de ordem prática e te fazer livre no seu imaginário.

Minha resposta óbvia sempre foi: " Eu teria uma empresa de design", mas esse desejo sempre foi algo que dependia de outras pessoas para se concretizar e, por esse motivo, nunca consegui por todas as peças juntas, uma do lado da outra de forma que minha verdadeira vontade de vida funcionasse.

2. B*
Há muito pouco tempo que conversamos e já me sinto feliz de tê-lo na minha vida. Já me sinto feliz com a ideia de tê-lo. Contudo, passa que a presença de alguém em nossas vidas é uma construção, e construções demandam tempo e, agora que já sou crescida, não existe um norte rotineiro que guie minhas relações. Hoje, tudo é uma questão de querer continuar junto e se ele não quiser?

3. Arte
A significação artística é encontrada no momento que limpamos todos os excessos e plasmamos tão só e magicamente a essência do que se pretende retratar.


Sempre imaginei que as pessoas fazem escolhas sabendo a razão delas, o que não é verdade. Porém, de alguma maneira acreditei que sim, e tentei fundamentar minhas escolhas em um significado que não existe no momento que tomo as decisões. No entanto, passa que o significado artístico das minhas está baseado nessa vontade visceral do meu próprio lugar, no qual eu teria minha própria voz e que essa seria ouvida.   
   
Nesse lugar de questionamentos, que toma palco num domingo de madrugada, pergunto: "Será? Será mesmo o que dependo de alguém para tornar aquilo que quero concreto? Será que, em verdade, a todo momento depende de alguém? Será que não depende? Até que ponto depende?"


ps1: Acho que dá para entender um pouco porque tenho tanta dificuldade de dormir.
ps.2: Acho que também dá para entender porque tenha tanta dificuldade de acordar.
ps.3: Me senti o Milan Kundera escrevendo isso. hehehehe

Sobre M* e suas Conquistas, um Seminário e a Metade que Falta em Mim.

Eu conversei com o M* hoje no whats app. Ele encontrou uma casa em Teresópolis e está se mudando pra lá daqui uns 10 dias. 
Sempre conversamos muito sobre isso, até poque M* é um cara que perde a paciência com alguma facilidade e esse ambiente urbano não faz muito bem pra gente como ele, trânsito, filas e calor estressam muito. Conforme o estresse sobre, os problemas dele com álcool e cigarro se agravam um pouco. 

Sabe, dos ex que tenho ele é o único que ainda falo e isso é importante pra mim. Saber que a gente passou o que tinha de passar e não se odeia. Só que essa é um pouco a questão pra mim. A sensação que tenho é que só me desgastei ao longo desse tempo junto. Não acho "que passei o que tinha de passar", sinto que o que passei foi desnecessário, não consigo pensar em nada que aprendi com ele além de apertar cigarro (o que não me é muito útil, porque não fumo mais tanto, e quando fumo, não é desses cigarros que se faz).

Penso - num misto de inveja e dor- no quanto ele não ia atrás dos objetivos dele e como isso mudou depois que "passamos o que tínhamos de passar" (e a prova disso é essa casa que ele está agora). O mesmo aconteceu com o Ohad que, dois anos depois que nos separamos, encontrou uma pessoa legal e se casou com ela.

Sei que a pergunta óbvia é: por que eu não vou atrás dos meus objetivos, então? Mas a verdade é q eu vou, só não "cheguei lá" ainda.

Não to dizendo que não fico feliz por eles, muito pelo contrário, realmente fico em paz de saber que estão bem e que de alguma maneira contribui para isso, mas uma parte de mim não deixa de pensar que, na verdade, eu que estou fazendo algo errado e que é por isso que "não deu certo" comigo. Ainda não encontrei esse amigo que também é um amante. 

Lembro de um seminário que vi de um pastor americano que explica as diferenças entre mulheres e homens. Chama-se "Uma Fábula de Dois Cérebros - a Diferença entre Homens e Mulheres" de Mark Gungor. É bem interessante, e eles tem o seminário legendado no Youtube. Ele diz que as mulheres têm o cérebro programado para doar, doar, doar. E os homens para receber, receber, receber. 

Tenho certeza que a resposta aos meus questionamentos passam por essa afirmativa do seminário. No entanto, tenho essa outra parte de mim que diz que "dar certo" é algo que está fora de mim, que eu dependo de alguém para que isso aconteça, será mesmo? 

Boa Noite ou Bom Dia?

Isso é muito interessante, são 01:46 da manhã, e me encontro espalhada pelo sofá entre travesseiros, cobertas, os textos de Teoria da Comunicação que tenho de ler, controles da tv e da Net. Dormi o dia inteiro e agora que já é noite que me sinto suficientemente descansada para começar a fazer algo.

Tem sido assim no período de aulas, sempre muito exausta. Vendo filmes no sofá ao longo do dia e estendendo roupa, cozinhando e lendo à noite.

Cheguei até a pensar que não gostava mais de escrever. Mas a verdade é que só estou consumida pela rotina mesmo, e como escrever é algo que só consigo fazer quando estou descansada (ou profundamente triste)... bom, tem um tempo que não o faço.

São 12:52 em Singapura, agora. Fico pensando como é que deve ser viver no futuro, porque para eles já é segunda a tarde, e para nós ainda é madrugada....

De qualquer maneira não faz muita diferença, é uma resposta que não tenho como obter e mesmo que a consiga não vai mudar o fato de, no meu presente, eu ter uns textos de comunicação para ler.

Boa noite, ou dia. Sei lá.


Sobre o Surrealismo, o Estado de Exceção e o roubo do meu óculos

O Surrealismo sempre foi o movimento artístico que mais gostei, não por sua estética, plástica, mas única e exclusivamente pelo fato dele ter surgido. O Surrealismo nasce no pós 1ª Guerra Mundial e toma força com a quebra da bolsa em 29. A leitura que eu faço é de que as pessoas viram tantos absurdos, tantas coisas que não se tem como descrever que o impossível tomou forma, o impossível agora passava a ser retratado. Ao impossível que se tornou real, deu-se o nome de Surreal. O Surrealismo é o movimento do surreal, daquilo que transcende o real.


Em sociologia, o termo Anomia foi introduzido por Durkeim, para mostrar que algo na sociedade não funciona de forma harmônica, quando são rompidos todos os valores tradicionais, no qual tudo é possível, como nas guerras.



Durante a 1ª Guerra, viveu-se a Anomia. Civis sendo sistematicamente atacados como se fizessem parte do conflito, a conquista de um território que imprimia a conquista de tudo que nele havia, ignorando o direito à propriedade privada. Na Anomia, não se conquistam apenas o território, mas suas mulheres, e o "direito" de usá-las.  



Atualmente, no Brasil, vivemos um Estado de Exceção, que se opões diametralmente ao Estado Democrático de Direito, que seria o Estado no qual a população abre mão do seu poder de justiça individual em prol de um poder regulador maior. No Estado de Direito, a justiça não é feita pelas próprias mãos, recorre-se a um Estado, a um poder maior que, através de leis (também definidas e acordadas pelo povo), impões limites e penalidades para aquilo que se considera prejudicial à sociedade, crimes.



Mas não é bem assim no Brasil atual. No Brasil atual, temos de uma forma velada (não declarada) a suspensão de direitos e o Estado pode tomar, sem perguntar a ninguém antes, decisões que limitem os poderes do cidadão, como decidir a seu bel prazer quem deve ou não ser reprimido. E o Estado decidiu reprimir aqueles que se opõem a ele. Todos aqueles que abriram mão do seu direito de justiça individual em prol de um poder maior e que, hoje, acham que ele não está sendo bem utilizado.Se você, como eu, acredita que deviam ser feitos maiores investimentos em saúde, na formação educacional de uma população dotada de consciência crítica, que não concordam com a forma que o seu dinheiro está sendo administrado, bem, vocês também estão contra o Estado, e porque é um Estado de Exceção velado, você pode até tentar se opor, mas eles vão te reprimir. E hoje, foram 7 policiais (unidade física do aparelho de repressão estatal) para cada opositor. Hoje, a relação foi de 7 para calar a cada 1 que queria falar.



E foi nesse contexto de anomia, suspensão arbitrária dos direitos civis e surrealismo que meu óculos foi roubado. Tão logo a confusão começou no Ato dos Professores do dia 13 de julho de 2014 na praça Saens Pena, coloquei a minha máscara e meu óculos de proteção contra gás lacrimogênio. No segundo que coloquei a máscara, um policial disse que eu tinha de tirá-la, sob a ameaça de desacato caso eu não a retirasse. Retirei.



Em um outro momento, com muitas bombas, uma menor foi apreendida. Eu tentava fotografar o número da viatura que a levava com policiais homens apenas dentro (em um Estado Democrático de Direito uma menor não pode ser apreendida e levada dentro de uma viatura, muito menos sem a presença de uma policial mulher, muito menos sem que seja informado para qual delegacia), fui empurrada para longe da viatura e quando me afastava, um policial arrancou o óculos do meu rosto dizendo:



"Eu disse que era para tirar a máscara!"



 Impotência e depois raiva. Pude ver ele se afastando com meu óculos na mão, mas eram 7 para reprimir cada 1 que tentava discordar, e ele se foi.



Uma amiga diz que tenho de escrever textos que motivem as pessoas a pensar, mas e quando a gente chega em casa desesperançoso, sabendo que o movimento diminuiu para menos de um décimo do que foi um dia, e que a repressão é imensa, que enquanto você apanha as pessoas assistem a TV, o que você faz?

Sobre quem sou e quem também habita em mim

Hoje, conversando com um amiga ela me falava do tipo de texto que escrevo que mais a agrada. Ela gosta do meu estilo sarcástico-irônico-divertido, que se assemelha muito com quem sou no cotidiano.

Contudo, passa que também sou depressiva e dramática e chorosa e melancólica e louca.

Tudo isso faz parte de mim. Sirva-se do que te convém.

Na Cadência do Samba


Sempre fui do tipo que planeja. Meu dinheiro era guardado e usado como o esperado, meus prazos cumpridos, trabalho e depois prazer, nessa ordem. Sem exceção.
Mas eu não estava bem.

Há uns dois anos, decidi que não iria mais me programar. Deixei a vida me levar. Não juntei dinheiro, não fiz planilhas, mas eu não estava bem.

Agora, já acho que é um pouco dos dois. Primeiro a gente planeja, orça, se prepara o melhor que dá e vai. Só que de olhos fechados e no escuro.


Onde estou eu, onde está você: Arrependimentos

Eu jurei que não escreveria mais até que tivesse terminado de revisar meu livro. Esse era um pequeno estímulo para me fazer acabar logo, mas acontece que no meio do caminho eu fiquei tão triste, que não deu para segurar.



Todos nós procuramos um alguém especial. Aquele que vai estar do lado, desfrutando dos nossos desfrutes, rindo das nossas risadas, nos acompanhando.

Constante e incessantemente, me pergunto por que é tão difícil assim encontrar esse alguém? Tantos querendo. Tão boas pessoas. E por que não se encontram, e quando se encontram, por que não dura?

Ontem escrevi uma carta para Deus buscando um pouco de paz, talvez? ou seria alento? É possível que eu só quisesse que ele preenchesse esse vazio que fica quando alguém, ou a perspectiva de tê-lo, se vai.

Conheci pessoas que estavam sempre namorando, que "não conseguiam ficar sozinhas". Bom, eu que sempre fui só, nunca entendi muito bem isso. Sempre fui eu e eu mesma, não tinha bem com quem contar. Dessa vez foi a primeira vez que me senti namorando mesmo, criando uma história junto e tal.

Não vou dizer que sinto falta dos dias que fui deixada de lado, das infinitas vezes que fiquei sozinha, porém acompanhada. Não sinto falta de ser mal tratada, tê-lo "gritando" comigo. Enraivecido. Mal humorado. (ponho gritando entre aspas, porque ele nunca gritou efetivamente. Na verdade, sou extremamente sensível a desentendimentos, e qualquer voz mais grossa ou elevada já me fere profundamente. São traumas por ter sido criada em uma família na qual, dia após dia, eu despertava do sono com a minha mãe xingando e meu pai berrando. Eles sempre brigaram muito, ao ponto disso ser o natural da conversa deles. Eles não achavam mais que brigavam, eles estavam só "conversando").

Lembrando dele e dos meus pais, penso: " E até que ponto a gente pode suportar? Até que ponto dá para driblar, ignorar, arrumar um jeito de lidar com aquilo que é do outro, com as suas distrações, seus defeitos, sua humanidade?"

Tenho certeza que essa resposta é única em nós, mas para mim, de verdade, acabou quando os gritos, a grosseria e o mal humor deixaram de ser algo que se está trabalhando para conseguir melhorar e virou regra. Passou a ser "como você é tratado no nosso relacionamento" e isso, sem dúvidas, foi o que me fez separar. Eu realmente acho que mereço ser bem tratada. No mínimo, da melhor forma que você pode fazer. E você não fez.
 

O que te faz feliz?

Sobre homens, cirurgias e unhas


Como sempre mexo com tinta - e tenho o péssimo hábito de querer dar faxina na casa depois da manicure -  as minhas unhas nunca duram muito tempo. No máximo um fim de semana.
Uma das coisas que eu mais gosto no meu namorado (pois é, agora eu tenho um namorado) é o fato dele não dar a mínima para essas coisas de unha, cabelo, roupa e tal. Lembro que a primeira vez que fiz a unha quando já estava com ele, mostrei a mão pintada e ele ficou olhando com aquela cara de "o que você está me mostrando?". E eu achei ótimo!  
A melhor parte de ter um namorado que não liga para essas coisas é porque aí faço quando quero. Quando estou a fim de me arrumar, saio bonita, mas se quero sair troncha saio feiosa, sem ter medo dele não gostar mais de mim ou olhar uma outra mais bonitona na rua. 
Tem um texto na internet que conta os dramas que toda mulher passa tentando agradar um homem: depilação, dieta, sapato apertado, calcinha apertada na bunda, unha, cabelo. Ele se chama "Porque o homem tem de pagar a conta", é super fácil de encontrar online. 
Daí fiquei pensando... geralmente (e põe geralmente nisso) homens não ligam para essas coisas, e ficam as mulheres loucas, gastando dinheiro, rechaçando o reflexo do espelho, pensando em lipo, silicone, academia, para quê? Eles não ligam mesmo!
Eu precisei fazer redução de mama. Aos 14 anos de idade eu já tinhas os seios de uma mulher de 50 depois de amamentar 3 crianças, pois é era feio. Lembro que o que me deu força e coragem para fazer a operação foi um transsexual numa semana de cuidados natalinos (porque a gente quer ficar bonita no natal, né?). Roberta, acho que era o nome dele. Eu tinha muito medo da cicatriz que fica depois da cirurgia, tinha medo dos homens olharem e tocarem nela e não me aceitarem por isso.

- Que cicatriz que nada! O que o homem quer saber mesmo é da sua confiança caminhando ali na praça. Homem gosta de mulher que anda posuda, se achando bonita. Eles não ligam pra nada disso não. Ele falou.

E sabe, fez diferença. Ele me disse isso na semana do natal, no dia 2 de janeiro eu fui ao médico para ter uma avaliação (a avaliação foi "mulher de 24 anos com o peito de uma senhora de 50 depois de amamentar) e no dia 14 de fevereiro entrei na faca.
A verdade é que os homens gostam mesmo é de nos ver felizes. O que te faz feliz?

Olhos de Cão Azul: Eu e o todo

Tem 8 anos que evito sentimentos profundos. Há 8 anos, que não reconhecia como é ter tanto o que dizer, ter tanto em mim ao ponto de não existirem palavas ou imagens que o defina e ilustre. Sou tomada por sentimento profundo, que só pode ser visto de olhos fechados, ombros erguidos e peito expandido. Minha mente silencia, os sentimentos são como névoa baixa, amedrontadora, fria e prestes a se dissipar.

De olhos fechados, percebo uma ponte, percebo um abraço, olhos verdes que me encaram, e volto.

Troco a roupa, entro no carro. Meu corpo passa pelas ruas no automóvel que me guia. Não estou ali. Estou em um quarto amplo à meia luz, um tapete no centro dele. Sou invadida pelo toque de um pincel macio que percorre seu corpo nu. Sou também a mão que segura o pincel deslizante. Pescoço, peito, braços, a palma da mão. Quando chega aos dedos, o contato do pincel cessa para que comece o meu. Volto.

Meu corpo no quarto de pernas cruzadas com o laptop apoiado. A névoa passou, há apenas escuridão fria agora. Da ponte você se afasta, mas os verdes olhos continuam a me mirar de perto. Eles entram em mim e voltamos para o quarto, estendido no tapete seu corpo descansa enquanto encara minha silhueta caminhando contra luz em direção ao banheiro. "O que será que ela vai fazer?", você quer se perguntar, mas não há espaço para isso agora. Você de bruços, uma leve brisa, a chama da vela trepida, um pouco abaixo da panturrilha, um toque quente que sobe. Volto.

Domingo. Ouço ao fundo The Scientist. Como será para você amanhã? O trabalho é difícil, mas não desiste, por favor. Falta pouco. É terça-feira, caminhamos. Nos detemos, te envolvo e desejo sinceramente que persista no teu sonho. Volto.

"Já chega!", é o que digo. Mas meus olhos turvam, tenho o tapete sob meu corpo sentado, o cabelo pende sobre o ombro direito, sua mão o acompanha. No esquerdo está você que me cheira, nas costas seu tronco me toca. Agora a cintura. Com a bochecha sinto seu rosto, mas os olhos verdes se fecham e vão. O tapete não é mais o mesmo, a penumbra vira escuridão, só consigo ver a luz amarelada que sai do banheiro e penso: "Será que ele está ali?"

Imagino que sim e no tapete mesmo tento dormir.

"Me abraça", você diz.

Há 08 anos evito sentimentos profundos. Há muito tempo desconheço a verdade das impressões que vêm de dentro. Que desperdício.



Olhos de Cão Azul: Ruth x Raquel

21:38, nenhum cigarro ainda. Às 2:00 da manhã eu completo 24hrs. Eu sinceramente nunca me importei com a questão do cigarro. Tragar e expirar fumaça não é bem o que está em pauta, mas desde ontem às 2:00 da manhã até agora, Rutinha é quem está vencendo. 
Faço agora uma alusão a novela Mulheres de Areia, na qual havia duas irmãs gêmeas, Ruth e Raquel, sendo a Ruth a boazinha e a Raquel a malvada. 
Eu tenho essas duas dentro de mim. Uma me dizendo tudo que há de mal, reclamando atenção, diminuindo meus feitos, e outra, madura, de voz mansa, mas firme, me dizendo para não desistir.
A Raquel me fudeu ontem. Ela me disse: "Que mal há nisso!? Você não vai vê-lo mais mesmo!" 
Porra! Que mal há nisso!? Já é a segunda noite de sono parco e perturbado, e mais um dia que não produzo. Que mal há nisso!? Que mal há nisso!? 
Havia todo o mal do mundo.
Raquel é metida, quer toda a atenção. De luxo, não aceita o que tem valor verdadeiro, quer o que brilha e ofusca. Ela não queria L., ela o achava até bonzinho, mas só por fazer bem pra mim, já não estava prestando. Ela se alimenta do meu pesar, como um parasita alcoolito que depende do meu beber para se saciar, ela me estimula o vicio. Que mal há nisso!?, é o que me fala.
Comemoro agora o domínio de uma outra pessoa. Eu sempre achei que água e comida não se nega pra ninguém. Quantas vezes me neguei isso! E tantas outras mais foram as que enfiei goela abaixo qualquer tipo de porcaria só para dar um cala a boca no meu estômago, sem me preocupar minimamente em me nutrir. 
Comemoro agora um outro alguém no controle. Já disse que não é bem o cigarro que está em pauta, mas o mal que eu me faço. O cigarro só é mais um deles, e nem é o maior de todos.

L. disse que queria me conhecer. L. falou que queria me ver, enxergar como sou. Acho que ontem, L. se arrependeu. 

Eu sou uma pessoa boa, sabe!? Mas não sou perfeita. L. descobriu isso. Ele me perguntou, "Como vou confiar em você outra vez?" Eu pensei...

A imagem que me veio à mente foi a da arma do meu pai. Papai trabalhou a vida toda para a Secretaria de Segurança do Estado, a vida toda tivemos armas em casa. Eu sempre soube onde elas ficavam, e desde sempre soube que não era para mexer. Só que essa história de desde sempre não existe. Em algum ponto meus pais tiveram de me ensinar que eu não deveria brincar com aquilo, mamãe me contou certa vez como foi. 
Primeiro eles esperaram eu perguntar. Quando o armamento me despertou curiosidade pela primeira vez, eles me mostraram. Eu quis tocar, e eles deixaram. Meu pai descarregou a arma, e me mostrou como era. Eu segurei, vi que era pesada, e me interessei pelas coisinhas cumpridas que saíram do negocio que girava. Papai me explicou que eram balas e que entravam ali, assim, e pôs uma dentro. Eu queria saber mais, queria saber para que servia aquilo, e meus pais disseram. E eu entendi. 
Isso aconteceu algumas outras vezes conforme eu envelhecia, as minhas curiosidades variavam com a idade. E eles me explicavam, eu chegava perto, tocava e ouvia que era só quando eles estivessem perto e que em hipótese alguma eu deveria toca-lá só, porque eu poderia me ferir ou ferir alguém. Eles sempre me disseram aonde estava, e logo em seguida diziam que não era para tocar. E eu nunca toquei. Certa vez encontrei a arma de papai em nossa casa na serra. Eu procurava uma caneta num jarro em cima da estante, quando coloquei a mão, achei uma arma. No almoço contei o fato pro meu pai que negou ter deixado a arma lá, no lanche não a encontrei mais. Eu não tive a curiosidade de tocar, eu já tinha tocado. Eu já sabia que não era para mexer.

L. foi para uma boate com seus primos e amigos na semana passada, eu desejei que se divertisse e desfrutasse de seu tempo e fiz 3 considerações:

Não olhe para ninguém;
Se te olharem, desvie;
Se caminharem na sua direção, fuja;

L. precisa ver a arma, tocar, chegar perto, sentir o cheiro e ver que decidir usar pode até matar, e eu também.

22:31, sem cigarros, sem medos, me permitindo chegar perto da arma e ver, exatamente como ela é para desde sempre saber que não se deve mexer. 

Ruth está com orgulho de mim. Disse para não desistir, que é verdade que cometi um erro e vou ter de lidar com as consequências disso, mas que não é o fim, que posso me perdoar e tentar outra vez fazer melhor. 
Raquel me diz que ele vai me abandonar, que nunca vai me perdoar. 

O que L. fará foge da minha alçada. 

Interessante reconhecer isso, nesse processo todo senti muita dor, mas sofri pouco. Até nisso confio nele, sei que vai mesmo pensar e sei que será honesto avaliando o que passa dentro dele. Tenho ressalvas de que vai me ouvir, pode ser que me escute, mas não sei se assumirá pre-conceituosamente o que direi. Não sei se me julgará como parte interessada ou se se aproveitará de  minha habilidade de ver por fora mesmo quando estou dentro.

Raquel me mostra tudo que perdi com minha atitude. Mando-a a merda. Quem mandou causar esse transtorno todo!?

Ruth se abstém e pede que eu durma. Há o que resolverei somente amanhã, e há o que posso resolver agora. Meu corpo demanda cuidados, faz tempo que não durmo.  

Escolho ouvir Ruthinha. #tomaraquel desde ontem sem fumar!

Chaque Pièce: Catre

A vida não permite rascunhos, tudo que fazemos já é viver. Entretanto, condescendente, a existência nos digna releituras: cada um conta sua história pelo ângulo que mais lhe convém. Pois digo eu que o leite que se espalha é parte do desajeito do meu viver, bem como o choro que verto é a maneira que encontrei de acompanhá-lo para que não se sinta só correndo pela mesa.

Eis minha versão dos fatos:

O presente que me trazes é compensação financeira pelo mal que me passou. Como a uma puta que não tem quaisquer obrigações de te ouvir na cama, mas por caridade te concede ao desabafo parte do tempo que seria dedicado ao coito, no fim, oferece gorda gorjeta em dinheiro. É assim esse presente; vazio de propósito e sentimento. Apenas uma tentativa não muito custosa, não muito onerosa de gratidão.Pois aceito! Não foi há muito que me dei conta que é isso mesmo que sou, prostituta da absolvição.

Entra. Usa. Esfrega na bunda e dá descarga. Até papel higiênico tem sua função, por que não teria eu a minha. Mas fica tranquilo, minha voz é mansa, minha fala é fácil. Você vai encontrar a bênção que queria. Vai me contar dos seus amores, vai me dizer quem eles são, como se vestem. E eu vou ouvir, vou concordar, te embalar.

Não sou dessas que se dá valor, se fosse cobraria mais pela foda. Qualquer piranha cobra pela hora, mas eu. Eu me alugo aos minutos. E veja você que há quem me contrate pelos 5 que restam antes do fim da função. Se fosse puta de conceito, estaria de ferrari, fendi, burberry, não é qualquer uma que vende e entrega o perdão.

Foi naquele filme que o magnata larga a perua escrota para ficar com a puta, mas isso daí é ilusão, e a minha acabou aos 15, no dia que fui violada. Fui penetrada aos poucos pela insistência latejante dos que sabem convencer. O riso e o sangue no final. Ele, triunfante, me segue há onze anos. Eu, sem valor, me dreno por nada, para qualquer um.

Mas agora cansei, vou mudar. Deixa o perfume aí do lado e me fode de quatro. Já deu essa história de beijar.

...mesmo assim eu quero ficar com você.

Vi o filme do Fábio Porchat, Meu Passado me Condena, ao contrário das histórias de amor de cinema, no final ele fica com a esposa dele mesmo. Ele é infantil, pobre, atrapalhado, sem noção. Ele chata, rabugenta, séria, de luxo. Mesmo assim eles ficam juntos, e de alguma maneira essa história me pareceu mais crível que as hollywoodianas. O mocinho e a mocinha eram reais, com virtudes e defeitos, prós e contras, coisas com as quais o outro terá de aprender a lidar, e isso está muito mais próximo ao que encontramos no dia-a-dia do que o homem lindo, maravilhoso, destemido, protetor.

Lembro dos casais próximos com os quais convivo. Meu irmão, mesmo depois de casado, ainda tem medo de escuro. Quando éramos pequenos, para ir à cozinha, acendíamos as luzes da sala, do corredor e da cozinha, só para não ir no escuro. Ele continua o mesmo medroso de sempre, apesar de pagar as contas em dia, ser "o homem da casa". Meu pai é um frouxo quando o assunto é hospital. Nunca vi alguém passar mal só de pensar que vai ter de passar por lá. Nesse aspecto durona mesmo é a minha mãe, ela faz químio e toma todos os remédios. Pode ser injeção, amargo, demorado, não importa, ela vai. Confesso que nesse aspecto puxei papai, qualquer febre mais alta estou certa que é meu fim. Numa dessas terminei, só esse ano, umas 3 vezes já.   

Na minha história com A. já entendi que não devemos ficar juntos. Têm coisas que ele precisa aprender, melhor dizendo, tem o que ele quer viver, e eu não caibo lá. 

Contudo, passa que enquanto nos despedimos, na tentativa de encontrarmos um jeito de romper sem ter de se afastar, vou aprendendo sobre essas gostosuras do "se relacionar". Sou dessas de sentimentos lentos, escuto algo hoje que só me dói daqui dois dias, como foi o caso da garota no bar. 

Em 2013, não tenho mais teorias sobre o amor. Entretanto, aventurando-me pelo desconhecido, diria que o amor de verdade é diferente desses da tela de cinema. O amor da vida real é composto pelo agrupamento infinito de paradoxos cotidianos colados com "...mas mesmo assim eu quero ficar com você".




Chaque pièce: Trois.

"Eu que não sei quase nada do mar, descobri que não sei nada de mim."


Sempre me descrevi como essa pessoa não impulsiva que faz as coisas devagar. A metáfora que eu usava era a de alguém que chega na beirada do lago, pisa na areia e volta para o deck para ponderar. Num outro dia eu chegaria mais perto, molharia o pé, e mais uma vez deck. Descrevia-me num processo longo de muitas idas e vindas, cada vez molhando uma parte maior do corpo até que mergulhasse a cabeça na água.

Que nada...

Meus momentos de angústia e experimentação são sempre marcados por excessos. Tenho certeza que a gordura, o açúcar e a nicotina contribuem para potencializar meu estado de crise, mas é sempre proposital. Eu já estava entupida, remexida e enojada, e mesmo assim acendi mais um. O mais perto que chego, mais me entupo. Nada de lago, é no oceano mesmo que me jogo. Vou caminhando mar adentro, molhando a roupa enquanto me nego o peso do jeans molhado, o frio e o medo. Cada passo que dou encontro novas justificativas criativas para dizer que na verdade não estou entrando e quando quiser posso sair, é só querer. Já tendo água pelo nariz, não conseguindo mais caminhar ou respirar, recuo. 

Busco, busco, busco. Breco e volto. Sentada na areia, tremo de frio e me obrigo a ver o sol nascer na praia. "Tem de haver algo bom nesse 'sofrimento' todo", penso. Sofrimento imposto que fique claro. 

Mas o que eu queria mesmo era me afogar. 





Chaque Pièce: Deux.

Teoria da Diferenciação dos Líquidos.


Amar é como uma cirurgia cardíaca; Urgente, inadiável e fundamental para se continuar vivo. 

Como numa cirurgia, para amar é necessário abrir-se ao meio. Corta-se o peito na direção do coração, o externo que permaneceu unido por uma vida inteira é serrado em dois e separado de maneira imensuravelmente dolorosa. Uma vez separados, tudo que te protege se foi, tudo que tens de vital se expõe. O interior aparece: líquido, frágil e precioso. Até que a dor passe, é impossível conhecer de polo a polo sua vastidão.

Vitais e necessários, assim são a cirurgia e o amor.

Amar é uma escolha. Abrir-se é uma opção, permanecer fechado também. Porém, como numa cirurgia tão importante quanto a do coração, uma hora que não dá mais para adiar. Ou nos abrimos, ou morremos. É isso, sem opção.

Conheci A. por acaso num bate-papo de celular. Ia tudo bem, então ele me trocou. Se eu estivesse fechada teria doído bastante, eu carregaria por uma vida inteira as marcas de uma ferida nada estética, mas eu estava aberta.

Na sala de cirurgia, enquanto eu ainda me encontrava anestesiada, ele entrou com álcool e fogo. Queimei de dentro para fora. Do outro lado, atrás do vidro grosso ele se desculpava, mas me assistiu arder até o fim. Sua passividade diante da minha agonia deixou uma queloide que não tenho mais como esconder.

Seu comportamento dissonante pode ser explicado pela Teoria da Diferenciação dos Líquidos. No primeiro, um copo ordinário com água, no segundo uma taça de ouro com esgoto dentro. Para olhos não treinados, a escolha do ouro parece óbvia. É ouro! Não é? Contudo, uma análise mais profunda nos permite compreender que 70 % do nosso corpo é água, substância química composta de hidrogênio e oxigênio, essencial (básica, crucial, elementar, fundamental) para todas as formas conhecidas de vida na Terra, inclusive a humana. Sem água não se vive. Sem água não se continua a viver. Já o ouro? Para que serve se não para pendurar no pescoço e sair por aí mostrando para todo mundo que se tem?



Nessa metáfora, a água vem representando as relações verdadeiras que nos compõe e mantém. Nenhum outro líquido pode desempenhar sua função vital na regulamentação do organismo. O ouro representa as relações passageiras, o belo rapaz que faz os seus ovários saltarem*, os olhos brilharem e você querer possuir. Para poder exibir depois, evidentemente.  




A questão é que a taça de ouro vem servida com esgoto. Esgoto este que será sorvido até a última gota se queremos desfilar com o metal brilhante por aí. São pessoas que têm forma e um conteúdo de merda para oferecer.



Ilogicamente natural que se faça essa troca, faz parte da vida. Faz, também, parte do pensamento moderno sempre nos mantermos disponíveis e desapegados para as "melhores oportunidades" que virão, são tantas, não? Esquecemos, entretanto, que a medida do valor das coisas está no quanto nos empenhamos para consegui-las. Em algum momento inexperientemente acreditamos que o ouro é mais valioso que a água, ou que a grama do vizinho é mais verde que a nossa e, curiosos, trocamos. Sucessivamente continuamos nesse processo, alguns por anos, outros por uma vida inteira. Mais uma vez, uma questão de escolha.

Zygmunt Bauman diz o seguinte em seu livro 44 Cartas Líquidas do Mundo Moderno: "Não há mais a necessidade de fazer a corte [...], é dispensável insinuar-se aos olhos dela ou dele e esperar um longo tempo, quiçá uma eternidade, para que todos esses esforços [os da conquista] deem resultados.
Tivessem elas [as pessoas] a possibilidade de examinar com atenção o que suas experiências propiciam, descobririam, para sua surpresa e frustração (embora tarde demais), que o romantismo, o lento e complicado processo de sedução que hoje só lhes é dado ler nos velhos livros, não significava obstáculos desnecessários, redundantes, cansativos e irritantes a bloquear o caminho para a 'coisa em si' (como os fizeram crer); estes são ingredientes importantes e até cruciais da própria 'coisa', aliás, de todas as coisas eróticas e sensuais, partes do charme atrativo." 

Eu-indivíduo achei uma Puta! duma sacanagem o que você fez comigo. Mas como ser humano achei louvável a sua atitude! Eu, por mim mesma, gostaria de ter ver sofrer. Minha vontade é dar com a sua cabeça na parede e te ver caído no chão em agonia tão intensa quanto a que senti. Eu ficaria ali, sentada fumando um cigarro, e assistindo de camarote você se contorcer como plástico pegando fogo na pele. Enquanto ser humano, te bato palmas de pé por ter tido uma vontade e culhões para ir atrás do que queria. Parabéns! 

Parece insano dizer isso, é aparentemente ilógico querer que você padeça e te parabenizar pela atitude que me fez sofrer. Porém, por favor entenda que na verdade essa aparente insanidade é justamente o que me define. Na contemporaneidade, em que todos seguimos tendências e nos empenhamos para comprar roupas, pagar o carro e manter a casa que permanece vazia enquanto trabalhamos para pagar por tudo isso e continuar nos enquadrando, você pôs um ponto fora da curva. Foi feio, foi escroto, mas verdadeiro. 

Ah! Se todas as pessoas fossem verdadeiras consigo mesmas...



* o grifo dos ovários é da Anna Hang, sexóloga empírica.  

2A Fatinha

A boemia que começa desde pequeno e entranha na alma.


- O que foi, amor?
- O menino me chamou de feia.
- Feia?
- É, feia. - disse chorosa.
- E você é feia?

Já não estava mais chorosa. Dessa vez, o olhar estava entre a dúvida do entendimento da pergunta e a indignação com a minha possível concordância.

- Não. Eu não sou feia!

Ela optara pela indignação. Me rio lembrando do beicinho vermelho, a cabeça baixa com os olhos lacrimejantes me encarando, clementes e desafiadores.

- Então?
- Então o quê, mamãe?
- O que te incomoda?
- Ele me chamou de FEIA! - mais indignação, dessa vez.
- E daí?

Agora ela estava pasma. Tomada pela revolta fria dos injustiçados, seu corpo imóvel tinha por animado apenas o vestido que balançava com a brisa.

- Mamãe?!
- Ué?! Você acabou de me dizer que não era feia.

Relaxou. Seus olhos desafiadores cederam lugar a dois outros duvidosos. Sacudia o pezinho torcido por trás do outro que a sustentava, enquanto as mãos se ocupavam da barra do vestido já arrependida de ter começado a conversa difícil.

- Duda, o que é feio?
- Eu... eu não sei, mamãe.
- Como assim não sabe? Você acabou de chegar aqui chateada porque alguém te chamou de feia, e você não sabe o que é?
- Não, mamãe. Eu sei o que é. Feio é quem faz algo que não pode.
- E você fez algo que não podia?
- Não.
- Então?
- Mas, mamãe, ele falou!
- E por que você concordou?

Ombros arqueados. Tadinha, estava vencida. Expliquei que o belo e o feio não existem, são decisões. Achamos belo e feio o que queremos achar, sem essa de convenção social. Disse-lhe que o importante era como o coração ficava antes, durante e, principalmente, depois de uma decisão. E foi com um abraço apertado puxando alguns fios do meu cabelo e um beijo adoçado de abóbora e coco que ela se despediu. Era domingo num bar em Santa Teresa, lá o samba flui até na alma de quem nunca sambou. Ele vai com copo numa mão, a outra no bolso e o pé que sobe e desce marcando o compasso.

Educar é muito difícil. Produzir conhecimento em outra cabeça que não a minha própria, respeitando o tempo (que pode ser eterno, principalmente em se tratando do meu relógio ansioso) dele entender o que você quer dizer, e reunir o que é preciso e só então poder decidir se quer ou não tomar uma atitude é muito angustiante. Graças a Deus Santa Teresa é cheia de bares. Quando o cinema mela, ainda dá para escrever em outro lugar.

- Copyright © Só Porque Transborda - Skyblue - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -